domingo, 9 de setembro de 2012

30ª Bienal em SP.


A maior exposição de arte do país será aberta ao público nesta sexta-feira (7). O repórter César Menezes visitou a 30ª Bienal de São Paulo, que tem obras espalhadas por várias partes da cidade.
Mostrar a obra de arte já não basta. A Bienal de São Paulo quer acompanhar os caminhos do pensamento do artista.
“Muitas vezes a linguagem não dá conta de certos pensamentos, de certas sensações, e a gente procura outras maneiras, outras formas de comunicar isso", explica André Severo, curador associado da Bienal.
Sem dizer uma palavra, o israelense Absalon grita que prefere ficar sozinho. Ele abandonou o exército e criou um mundo branco onde as pessoas vivem isoladas.
O mundo do holandês Hans Eijkelboom é colorido e cheio de gente que ele fotografou durante 20 anos para revelar semelhanças. O alemão Hans-Peter Feldmann faz deboche pintando nariz de palhaço e olhos estrábicos sobre telas originais. E quase todo o acervo do sergipano Arthur Bispo do Rosário está reunida lá. Arte feita de utensílios domésticos e bordados.
Este ano, a mostra apresenta quase três mil obras de 111 artistas. Nem todas no prédio. Oito exposições foram montadas em outras partes da cidade.
"A Bienal deve reconhecer o espaço urbano, saber indicar que ela existe em uma cidade complexa. Então nós queríamos colocar a exposição nesses lugares emblemáticos", aponta o curador Luis Peres-Oramas.
O público pode ir diretamente a qualquer uma das exposições espalhadas pela cidade, mas a forma mais interessante de fazer isso é embarcando em uma obra de arte. Uma van atravessa São Paulo apresentando um áudio-teatro.
Nos fones de ouvido, uma troca de cartas entre um brasileiro e uma estrangeira. O tema do artista argentino Leandro Tartaglia é uma São Paulo feita de vozes, sons e música.
Edição: Louise Monteiro e Thayná Fogaça.

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